Reprodução / Jornal O Globo
RIO - A dona de casa Flaviana Motta, de 40 anos, chegou na manhã desta quinta-feira à UPA Campo Grande II, na Zona Oeste, com falta de ar e dor de cabeça. Estava com sintomas de Covid-19, mas nem pensou em se consultar: ela estava com a sogra, Hilda Leitão, de 58 anos, que se sentia muito mal, com febre alta, respiração difícil, dor no peito e nas costas. Foi na parte de externa da unidade de saúde, enquanto aguardava Hilda ser atendida, que Flaviana foi convencida pela acompanhante de outro paciente a procurar atendimento. Entre o momento em que se sentou na sala de espera, às 13h21, e a saída dela do consultório, com uma receita debaixo do braço, passaram-se exatamente sete minutos. Na prescrição médica, um coquetel desaconselhado para o tratamento da Covid-19: o antibiótico azitromicina, o corticóide prednisolona e o Kóide D, que combina princípios ativos corticoides, antialérgicos e antihistamínicos.

