
'Pesquisador dos terreiros': professor negro é impedido de assumir vaga
É sexta-feira, 21 de outubro, dia de Oxalá, e o acadêmico sergipano Ilzver Matos, 42, caminha todo vestido de branco no campus Gragoatá da UFF (Universidade Federal Fluminense), em Niterói (RJ). Convidado para contar sua história num encontro sobre questões étnico-religiosas da população negra, ele parece cansado, apesar do sorriso. “Sou um pesquisador dos terreiros”, disse. “No direito, sou a maior referência no Brasil nesse tema. E estou sem emprego [na área].”


